Uma gestante deu entrada na Maternidade Pública de Vitória da Conquista na última quinta-feira (20) e, por três dias, permaneceu sob medicação para indução do parto. Somente no sábado (22), após sinais de complicações, foi submetida a uma cesariana de emergência. Durante esse período de espera, o bebê evacuou no útero e inalou mecônio, o que levou a duas paradas cardíacas. Mesmo após ser encaminhado à UTI, ele não resistiu.
A denunciante relatou que a demora na realização do parto foi determinante para a tragédia. Segundo ela, a equipe médica demonstrou despreparo e falta de profissionalismo, além de discutir entre si na presença dos pacientes.
Casos como esse não são isolados e reforçam uma dura realidade: gestantes que chegam ao hospital para dar à luz seus filhos saem de lá com os braços vazios. Elas passam nove meses planejando a chegada do bebê, montam o enxoval, preparam o quarto, sonham com o primeiro choro… Mas, diante de um sistema de saúde falho, tudo isso pode se transformar em luto. Até quando mães perderão seus filhos por falta de um atendimento digno?