A reeleição do presidente da Coopmac, em Vitória da Conquista, acontece sob a sombra de denúncias graves e de uma investigação em andamento da Polícia Civil da Bahia.
Além dos relatos de assédio moral, perseguições e humilhações, principalmente contra mulheres, o caso ganhou novos desdobramentos com o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência e em propriedade ligada ao dirigente.
A medida foi autorizada após a denúncia de ameaça contra uma testemunha da investigação, o que elevou ainda mais a gravidade do caso. Durante a ação, armas e munições foram apreendidas e passaram a integrar o inquérito.
Casos como os de Valdirene e Adriana expõem um ambiente de pressão e constrangimento. Adriana, inclusive, teria sofrido ataques durante a gestação, com ofensas à aparência e controle até de idas ao banheiro. Já outra mulher, deixou o cargo após episódio de intimidação, enquanto Elizandra relata isolamento, desmoralização e até comentários racistas.
As denúncias também apontam um ambiente marcado por medo, favorecimento interno e retaliações.
Mesmo diante desse cenário, o dirigente foi reconduzido ao cargo.
O caso escancara uma realidade que vai além da cooperativa: milhares de mulheres no Brasil ainda enfrentam assédio no trabalho e seguem em silêncio por necessidade, muitas vezes para sustentar seus filhos.
Enquanto as investigações continuam, fica a pergunta: até quando esse tipo de comportamento será tolerado em posições de poder?