Uma denúncia grave expõe a falta de acolhimento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) de Vitória da Conquista. Um paciente, que sofre de transtorno de ansiedade e tem pensamentos suicidas, procurou a unidade por volta do meio-dia em busca de ajuda.
No entanto, foi informado por um funcionário que todos estavam em horário de almoço e que ele só poderia ser atendido pela manhã. Essa foi a única resposta que recebeu.
Desesperado e desorientado, o paciente permaneceu no local insistindo por atendimento. Pouco tempo depois, foi surpreendido pela Guarda Municipal, que chegou armada, como se estivesse lidando com um criminoso. Uma psicóloga, amiga do paciente, entrou em contato e explicou a situação, deixando claro que ele não havia recebido qualquer atendimento ou orientação. Ainda mais abalado, o paciente deixou a unidade em um estado crítico e acabou tendo um surto em busca de socorro.
A negligência dos profissionais da unidade evidencia a falta de um olhar humanizado para quem mais precisa. O CAPS II deveria ser um local de acolhimento, mas, neste caso, demonstrou despreparo e descaso com a vida. E se esse paciente tivesse cometido um ato extremo? Só assim o caso teria atenção?
O paciente possui acompanhamento médico, mas as consultas ocorrem apenas a cada três meses, um intervalo longo para alguém em estado vulnerável. A indignação fica registrada: pagamos impostos, mas, quando precisamos de um atendimento digno, enfrentamos portas fechadas e desprezo.
2 comentários
Já utilizei o caps em São Paulo, era um espaço totalmente diferente e acolhedor, onde os profissionais tinham todo cuidado com os pacientes, infelizmente em Conquista os funcionários públicos quase todos não querem trabalhar, tratam os pacientes de qualquer jeito só porque não podem ser mandado embora, isso não só na área do caps mas em todas as áreas, uma má vontade para atender as pessoas, uma grosseria e um desprezo, isso deveria ser fiscalizado.
Eu passei e não desejo
Foi eu que passei por essa situação e não desejo pra ninguém. Foi um pedido de socorro e me senti tratado pior que um lixo. Ninguém me deu atenção necessária estava com receitas laudos e documento de identificação. Mesmo assim ninguém se quer pediu o documento para analisar meu caso. No dia anterior tentei contra minha própria vida. E me passaram informações que em caso de surto poderia ir ao caps. Chegando na unidade a recepção foi fria e com respostas claras e objetivas que não tinha ninguém pra me atender pq todos estavam em horário de almoço questionei quanto a questão da minha situação. Me disseram que lá só funciona pela manhã que nesse caso eu teria que ir pela manhã ou se eu tivesse acompanhamemto pela aquela unidade . Foi quando eu questionei que estava desesperado e precisava de um amparo um acolhimento oq for que seja pq não estava bem e nitidamente com surto. Mesmo assim eles disseram que não podia fazer nada. Eu então disse que iria sentar ali e aguardar o desfecho daquela situação na qual estava ali para ser acolhido e pelo contrário o constrangimento e humilhação foi quando vi que logo após eu falar com atendente que a princípio estava do lado de fora da unidade ela entrou e logo saiu um suposto funcionário segurança mexendo no celular. Comecei a falar com uma conhecida psicóloga a.cerca de 5 minutos depois chega uma guarnição de guardas municipal foi então que entrei em desespero e pedi para que a psicóloga que estava me aparando por telefone me ajudasse. E foi o único ser de luz ali naquele momento mesmo não estando pressente que fez algo por mim. Triste e não desejo pra ninguém….